sábado, 31 de março de 2012

História de sucesso e pioneirismo marca a trajetória da Borborema no segmento de transportes


A Borborema é uma empresa de ônibus de Pernambuco que atua na capital pernambucana e região há mais de cinco décadas. A empresa opera 52 linhas de ônibus no Grande Recife, distribuídas em mais de quatrocentos veículos. Linhas intermunicipais, transporte para empresas e ônibus para turismo também integram a frota da Borborema, que hoje é considerada uma das maiores empresas de ônibus de Pernambuco, ostentando o título de “Rede Globo” do transporte público do estado.
O primeiro ônibus da empresa era improvisado num chassi de caminhão
Seu dono e fundador é Arthur Bruno Swchambac, hoje com 96 anos e que até então dirige a empresa. Swchambac ou Xuamba, como é conhecido popularmente por seus funcionários, começou a tocar a Borborema nos anos 1950 com um ônibus precário improvisado num chassi de caminhão. Naquela época, o próprio Swchambac era o motorista do ônibus, que fazia apenas uma viagem por dia, ligando o Centro do Recife ao bairro de Nova Descoberta, Zona Norte da cidade. À noite, ele consertava algum defeito do veículo o deixando pronto para o dia seguinte. 

Nos anos 90, a empresa consolida-se como a única do Grande Recife a ter 100% de cobertura na Zona Sul do Recife, concentrando a maior parte das linhas de ônibus nessa área da capital, que atinge os bairros do Cabanga, Pina e Boa Viagem e que se estende até o município vizinho da capital pernambucana, Jaboatão dos Guararapes, a 19 km do Recife. Os bairros de Jaboatão que são atendidos pela Borborema são Candeias, Piedade, Barra de Jangada, Curado, Centro.

No fim da década de 1990 e no início dos anos 2000, a empresa decide inovar no segmento de transportes e cria ônibus opcionais que realizam o transporte para diversos bairros das cidades do Recife e Jaboatão e que contam com ar condicionado e poltronas confortáveis que dão ao usuário a sensação de estar viajando num ônibus de turismo. Até hoje este tipo de transporte é realizado pela Borborema na Zona Sul do Recife. Ao longo dos últimos trinta anos, a empresa cresceu adquirindo novas linhas e, consequentemente, ampliou a frota de ônibus que atendem a população pernambucana que vive na Região Metropolitana do Recife.

Fotos: www.milbuss.com/Matheus Novacki

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Terminais de ônibus do Grande Recife carecem de infraestrutura e rodoviários reivindicam melhorias

Moradores do bairro do Jordão reclamam da demora na reforma do terminal
A situação de alguns terminais de ônibus da Região Metropolitana do Recife vem sendo sinônimo de dor de cabeça para motoristas, cobradores e fiscais, que utilizam os terminais todos os dias para trabalhar. O abandono e a falta de infraestrutura adequada nesses locais está sendo alvo de constantes reclamações dos trabalhadores rodoviários, que reivindicam melhores condições de trabalho por parte dos empresários do setor de transportes.

Em diversos terminais de diferentes empresas de ônibus, espalhados pelo Grande Recife, a situação é a mesma e os profissionais são submetidos a condições precárias de trabalho, a começar pelo abrigo aonde o fiscal trabalha que, em alguns locais, o espaço físico do lugar só acomoda uma pessoa, sem proteger motoristas e cobradores dos raios de sol e da chuva.

Entre as reclamações dos trabalhadores também está a falta de água para beber e a ausência de banheiros femininos nos terminais. Para tentar reverter esses casos e criar melhores condições de trabalho para os rodoviários, o Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Pernambuco (STTREPE) cobra soluções para os problemas enfrentados pelos trabalhadores e pressiona as empresas de ônibus do Grande Recife a cumprirem os acordos com seus funcionários.

Segundo o jornal O Para-Choque, publicado mensalmente pelo Sindicato dos Rodoviários, os terminais de ônibus que mais apresentam problemas são os terminais Largo do Maracanã (Casa Amarela), Setúbal, Alto Dois Carneiros (Jaboatão), José Amaurino dos Reis (Beberibe) e da linha Cabo/Praia, no Cabo de Santo Agostinho. Para se ter uma ideia do problema, os terminais da empresa Globo no Largo do Maracanã e no Vasco da Gama, ambos na Zona Norte do Recife, estão sem banheiros e sem locais para refeições dos funcionários.   

Além disso, uma vala com o esgoto a céu aberto corre por baixo da cabine do fiscal em um dos terminais da empresa Globo, trazendo um mau cheiro e o risco de acidentes no local. Já na empresa Vera Cruz a situação precária em alguns terminais não é diferente. Em novembro passado, funcionários da empresa mobilizaram uma paralisação de 24 horas reivindicando melhores condições de trabalho, já que, segundo eles, alguns ônibus estavam sem manutenção e os profissionais trabalhavam mais do que o horário previsto.

A Borborema e a Itamaracá também são campeãs no ranking de reclamações dos rodoviários. Em muitos terminais, a situação se repete. Ainda segundo O Para-Choque, nos terminais da empresa Borborema de Jardim Beira Rio, Setúbal, Marcos Freire/Boa Viagem e do bairro do Totó o abandono toma conta dos abrigos: muitos não têm nem espaço para acomodar o fiscal e banheiros para os trabalhadores. Em um dos terminais da empresa Itamaracá os funcionários ficam expostos debaixo das árvores quando vão fazer as refeições. Em e-mail enviado às empresas de ônibus citadas nesta matéria, nenhuma delas se manifestou para se defender das denúncias dos rodoviários.

Jordão Alto

Em dezembro passado, a TV Globo esteve no terminal do Jordão Alto, Zona Sul do Recife, para mostrar a situação de abandono do terminal do bairro. Segundo moradores, o problema nunca era solucionado, uma vez que a Vera Cruz, empresa responsável pelo terminal, já tinha tomado conhecimento do problema. Com rachaduras no local e a estrutura degradada pelo tempo, o lugar já não oferece comodidade e segurança para quem trabalha no local. Depois das denúncias na TV, o Grande Recife Consórcio de Transportes prometeu que a reforma do terminal seria feita e que até fevereiro deste ano seria entregue à população. Ainda segundo moradores, a reforma do terminal estava prevista desde o dia 30 de dezembro do ano passado.

Foto: Deyvson Thiago 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Estudantes promovem protesto no Recife por conta do reajuste nas tarifas de ônibus

Policiais tentam conter manifestantes em protesto contra o aumento das tarifas
O Recife viveu um dia de caos, na última quarta-feira (01) no final da tarde. Em passeata pelas ruas do Centro do Recife, integrantes de movimentos estudantis promoveram, de forma exagerada, um protesto contra o reajuste nas tarifas de ônibus. A manifestação interditou o trânsito durante alguns minutos na Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais corredores viários da cidade. Inconformados com o reajuste de 6% nas tarifas, os estudantes invadiram o posto de recarga do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) na Praça Maciel Pinheiro.

O que seria apenas uma passeata acabou virando sinônimo de pânico entre pedestres e lojistas. Com a manifestação, alguns comerciantes chegaram a fechar as portas de seus estabelecimentos. Após deixar o posto de recarga do VEM, depois de quase duas horas no local, os estudantes seguiram para a Conde da Boa Vista e para o Parque Treze de Maio, onde alguns integrantes do grupo chegaram a forçar a abertura das portas de desembarque dos ônibus com as mãos, fazendo com que alguns passageiros viajassem sem pagar a tarifa. O ato mobilizou cerca de 100 estudantes.

O protesto dos estudantes causou transtornos à população, que precisou esperar mais tempo para pegar ônibus. A manifestação também dificultou a vida de quem precisou recarregar seu cartão VEM no posto da Maciel Pinheiro. Com a invasão dos manifestantes, a Polícia Militar chegou a bloquear as portas de entrada e saída do posto, gerando uma fila que se estendeu da rua do Hospício até a Conde da Boa Vista. Com o reajuste nas tarifas, o anel "A" passa de R$ 2,00 para R$ 2,15. Já o anel "B" passa de R$ 3,10 para R$ 3,25. Os empresários do setor de transportes defendiam um reajuste de 17% nas tarifas, mas o governo concedeu um aumento de apenas 6%.

Depois do aumento, o Comitê Popular Contra o Aumento das Passagens de Ônibus divulgou as reivindicações do grupo, como a revogação do aumento das tarifas, o congelamento das mesmas por quatro anos, a anulação imediata de todos os inquéritos contra os manifestantes e o Passe Livre para estudantes e desempregados. O protesto que aconteceu no Centro do Recife, foi mais um episódio truculento e exagerado de vândalos travestidos de estudantes. O reajuste nas tarifas de ônibus do Grande Recife foi mais uma vitória dos empresários do setor de transportes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Táxis estilosos e confortáveis fazem a diferença e conquistam clientela fixa no Recife



Pensando no conforto e na comodidade de seus clientes, alguns taxistas recifenses resolveram inovar e investiram em carros luxuosos e confortáveis. Muitos deles até cultivam uma certa paixão por seus veículos, dos mais variados modelos e tipos. Um deles é o taxista Luciano Amâncio da Silva (foto acima), que atua há quinze anos transportando passageiros. Ele começou com carros populares até adquirir um carro esportivo, modelo Golf Sportline.

O valor do investimento foi de R$ 38 mil. O taxista afirma que comprou o veículo pensando na clientela e que não se arrepende disso. Outros colegas de profissão do motorista também optaram por carros mais incrementados, como o taxista Rafael Henrique de Moura, que há cerca de oito meses trocou um Siena que quebrava com frequência por um Honda City no valor de 42 mil reais, que alia conforto, baixo custo de manutenção e bom desempenho, além de lhe garantir um retorno compensatório com um salário de 6 mil reais por mês. O taxista afirma ainda que as ligações no seu telefone celular não param, pois são muitas as pessoas que querem andar no carro.

Outro carro que também se destaca pela exclusividade entre os táxis populares é o veículo do taxista Gersonia Frutuoso, que já começa a colher os frutos da empreitada com o aumento da clientela. Proprietário de um Ford Focus no valor aproximado de 40 mil reais, o taxista investiu outros 6 mil em acessórios, que incluem bancos de couro, para incrementar o carro e garantir mais conforto e comodidade aos clientes.

Segundo dados da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), pouco mais de seis mil táxis circulam diariamente pelas ruas do Recife. Praticamente a maioria dos carros são populares e atendem às exigências de padronização da prefeitura e das cooperativas que oferecem o serviço. Os antigos Fuscas e Chevettes desapareceram da frota, abrindo caminho para uma melhora significativa no setor. Com a isenção do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), para aquele taxista que pretende comprar um carro mais luxuoso, muitos profissionais do ramo têm investido em veículos mais incrementados e já sentem a diferença no bolso.

Desde 1995 estes profissionais contam com este importante incentivo do Governo Federal, que barateia e muito o custo do carro. Para se ter uma ideia da diferença de preço e da economia, o Honda City adquirido pelo taxista Rafael Henrique por R$ 42 mil, não sai das concessionárias para o consumidor comum por menos de R$ 58.115,00 na versão manual. Ao apostar em carros mais caros e paramentados, os taxistas ganham mais dinheiro e ainda garantem uma clientela fiel.

Foto: Alexandre Severo/JC Imagem

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Após 30 anos circulando, último fusca deixa de circular como táxi no Recife

Quem costuma pegar um táxi, especialmente à noite para ir a boate, a balada ou ao cinema em algum canto do Centro do Recife já deve ter se deparado com o táxi de seu Lucas, que chama a atenção não só pelo modelo do carro, um fusca anos 70, como também pelo detalhe da pintura do veículo, de cor laranja-cegueira. O segredo do taxista  para manter seu fusca bem conservado há tanto tempo é simples: ele passa um pano úmido do lado de fora do carro para limpá-lo e garante que cultiva uma certa paixão pelo fusca. Pela manhã, ele conserta algum defeito de seu táxi e à noite sai para rodar com o veículo.

Conhecido por Lucas pelos companheiros de profissão que fazem ponto no Hospital da Restauração, no Derby, o aposentado Amaro Bernardo da Silva é dono do famoso fusca desde 1979, quando abandonou o emprego de caminhoneiro e descobriu a paixão pelo ofício de taxista. Desde então, foram três décadas de história rodando pelas estradas da Região Metropolitana do Recife, totalizando o equivalente a 17 voltas ao mundo. Dentro do carro o taxista coleciona histórias pitorescas, pois ao longo de tanto tempo ele afirma que já viu de tudo. Entre as histórias do velho táxi, seu Lucas recorda de uma mulher grávida que deu a luz dentro do fusca.

Seu Lucas cultiva uma certa paixão pelo carro
O tempo transformou em exclusividade um carro que se destacou por ser o único modelo a rodar na capital pernambucana, depois de antigos trambolhos saírem da frota, disputando espaço com os atuais quatro-portas moderninhos. Apesar disso, há quem prefira viajar no saudoso e nostálgico fusca de duas portas, contemplando os prédios e ruas pelo prazer de andar num carro tão antigo. Além de manter o veículo bem conservado, seu Lucas garante que ele nunca quebrou com passageiro dentro, estando em ótimas condições de circular.

Entretanto, o dedicado motorista não conseguiu recadastrar seu fusca na Companhia de Trânsito e Transporte Urbano-PE (CTTU), como fazem os taxistas todos os anos. Isso porque atualmente, a CTTU não permite mais a circulação de táxis de outrora nas ruas. Hoje a Companhia determina que a frota seja composta por automóveis fabricados após 2005, todos branquelos, que é a cor padrão.

Sem mais razão para operar como táxi, o velho fusca KFJ-6216 preenche todo o tempo livre de seu Lucas, que agora faz planos de rodar com o carro só por amor à direção, sem mais passageiros como nos velhos tempos. A despedida da “estrela” é marcada por aplausos em bares noturnos e olhares curiosos de pessoas da nova geração, acostumadas com os táxis de quatro-portas equipados com GPS e ar condicionado.

Fotos: diariodepernambuco.com.br

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

TV Clube Pernambuco é a primeira emissora do país a exibir versão local do Brasil Urgente

A TV Clube de Recife, afiliada da TV Bandeirantes em Pernambuco, é a primeira emissora da cadeia de afiliadas da Band a exibir a versão local do programa Brasil Urgente, que mostra as ocorrências policiais do dia a dia. A escolha da emissora dos Diários Associados partiu de uma decisão da própria Bandeirantes, que em breve selecionará outras afiliadas pelo país para exibir o formato local do telejornal.

A versão local do Brasil Urgente foi moldada no mesmo estilo da versão nacional apresentada por Datena. Comandado por Josley Cardinot, o programa é apresentado de forma mais popular pelo jornalista, que atua há nove anos com o jornalismo policial em Pernambuco. Formado em Jornalismo e Direito Criminal, Cardinot iniciou sua carreira na televisão na TV Clube em 2002, que o projetou como um dos nomes de destaque no cenário jornalístico do estado.

Cardinot atua há nove anos no jornalismo policial em Pernambuco
Além de ter ganhado a versão local da atração, a população pernambucana ainda pode interagir com o programa através das redes sociais, enviando denúncias e reclamações, o que torna o programa mais dinâmico, além de estabelecer um canal direto de comunicação com a população. As reportagens ao vivo têm ganhado mais espaço, trazendo as notícias em tempo real. O programa vai ao ar de segunda à sexta às 16h50 da tarde, no canal-9. Logo em seguida vem o Brasil Urgente na Band com Datena.

Foto: Sarah Eleutério/DP/D.A. Press